Tempo

E se você tivesse a oportunidade de REviver um dia da sua vida exatamente igual a maneira como ele aconteceu, qual dia escolheria e por que?

Recentemente ouvi de um professor: “estamos vivendo o campeonato mundial dos seres humanos”. Esta frase novamente me colocou no desconforto do tema tempo. A falta de tempo sempre me incomodou. Ou melhor dizendo, a maneira como eu administro o meu tempo sempre me incomodou. A maioria das pessoas acredita que a velocidade de tudo mudou. Que a forma como o tempo é medido não é mais a mesma. Parece que a sensação de todos é comum, o tempo voa. Fatia-se o tempo em dias, meses, ano, e mesmo assim, sempre falta. Desta forma, posterga-se as coisas que se ama para o final de semana, para as férias, ou pior, para quando a aposentadoria chegar.
Nesta ciranda, corre-se muito para dar conta de todas as tarefas. Trabalhar, administrar a casa, cuidar dos filhos, poder comprar as melhores roupas, o carro do ano, os saltos da moda, estar com o cabelo perfeito. Corre-se loucamente em busca de bens, reconhecimento, poder, saúde, conhecimento, beleza….Ufa! E na mesma medida que se conquista tudo isso dentro do campeonato mundial, reduz-se drasticamente o tempo para usufruir cada uma delas. Na roda viva da vida fica claro porque a ansiedade é o mal do século. Afinal, como conciliar tudo isso? Alguns já conseguem fazer o que amam nos finais de semana. Outros, nem nestes dias. Poucos, todos os dias.

Desde o momento que acordamos até a hora que finalmente nos reencontramos com o nosso travesseiro, quanto tempo livre temos?
O vídeo A Historia das Coisas menciona que o homem nunca teve tão pouco tempo desde a época da vida feudal. Uns culpam a internet, a quantidade de emails, outros a quantidade de trabalho e ainda há os que se culpam. E assim todos os dias sacrifica-se algo que não volta mais…o tempo.
O poeta Mário Quintana resumiu assim:

O tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Que seja um bom momento para (re) pensarmos sobre a falta de tempo com o que realmente amamos e importa. Voltar as coisas simples (que não fazem parte do campeonato mundial) é o nosso grande desafio. Viver o momento presente é outro. Que possamos acumular em nossa história de vida tantos dias fazendo o que realmente amamos, que a pergunta inicial do texto nos deixe em dúvida sobre qual dia escolher pela enorme quantidade e não pela escassez deles.

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